Banco alemão explora 17 flonas da Amazônia

Se o Brasil fosse um país de gente honesta é séria esta seria uma notícia boa, porque um acordo de cooperação financeira assinado pelo Instituto Chico Mendes (ICMBio) e o Banco Alemão de Desenvolvimento (KfW Bankengruppe) prevê o investimento de R$ 40 milhões em recursos para a criação de planos de manejo e produção sustentável em 17 florestas nacionais (flonas) localizadas em quatro estados da região Norte.
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Em outras palavras, o que seria uma boa notícia, pode ser subtendido como grilagem do meio ambiente e recursos sutentáveis brasileiros em favor de empresas européias, ou seja, o brasileiro vai se dar mal mais ainda, porque tais florestas já estão praticamente dominadas pelos estrangeiros.

O principal objetivo do plano, que também contempla o Serviço Florestal Brasileiro, é evitar o desmatamento ilegal na Amazônia com o fomento da exploração sustentável da madeira e divulgação dessas atividades na região de influência da rodovia BR-163, que liga Cuiabá (MT) a Santarém (PA), e integra a região classificada como “arco do desmatamento”.

Em quatro anos, serão aplicados 15 milhões de euros. Segundo os exploradores, uma floresta nacional não é criada apenas para a conservação daquela área, mas sim com a perspectiva de desenvolver tecnologias de produção sustentável. “Produzir madeira e pesquisas sobre a floresta são os principais focos” o que foi noticiado no site G1.

Concessão das Florestas

Um dos objetivos é “conceder” essas áreas de interesse nacional para o manejo comunitário (atividades extrativistas realizadas pela população que vive ao redor da área) ou para empresas. Em outras palavras, mão de obra barata e fácil para produzir madeira de qualidade para exportação e acima de tudo argumentos para legitimar a exploração dos recursos brasileiros.

O regime de concessão florestal permite às madeireiras concessionárias o direito de explorar uma floresta pública por 40 anos em manejo de baixo impacto, técnica que extrai um mínimo de árvores de um máximo de espécies e deixa a floresta se regenerar. Em troca, as empresas pagariam royalties ao governo.

Segundo publicado no G1, as áreas que serão exploradas pelo projeto as flonas de Jacundá e Bom Futuro (Porto Velho/RO), Humaitá, Balata-Tufari e Jatuarana (Humaitá/AM), Macauã/São Francisco (Sena Madureira/AC), Iquiri (Lábrea/AM), Mapiá-Inauini e Purus (Boca do Acre/AM). Também as florestas nacionais de Amaná, Trairão, Itaituba I e II (Itaituba/PA), Crepori, Jamanxin e Altamira (Santarém/PA) e a flona de Caxiuanã (Breves/PA).

Brasil o celeiro do mundo, o quintal dos estrangeiros, a senzala do capitalismo.

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