Caso 555: O menino ressuscitado

No vilarejo de Alaj Deo, situado próximo a 17 e 40, vivia o menino Ibn Kolya. Ele fora enviado pelos seus pais aos 12, para avançar nos estudos na escola do vilarejo. Assim vivia Ibn Kolya, longe do amor de seus pais, familiares e amigos, e somente tendo os anjos como seus protetores.

reencarnação filme,reencarnação existe,reencarnação de animais,reencarnação budismo,reencarnação vingança,vidas passadasNa escola, ele fez de Naje, um colega de classe, seu amigo. Naje era uma criança solitária e problemática, devido ao relacionamento de seus pais.

O pai era conhecido na vila, pois era dono da única farmácia da cidade e também trabalhava como cura, fazendo trabalho de médico, de enfermeira, de parteira etc. Natuvil era um homem pequeno, vivia com sua esposa mulata, o filho Naje e uma menina bebê.

Ibn Kolya após as aulas escolares, almoçava e descia a rua calçada de paralelepípedos de granito até a farmácia de Natuvil, entrava porta adentro e passava as tardes brincando com seu colega de escola Naje.

Certo dia, combinaram sob ordens dos demônios, com Natuvil e sua esposa para assassinar Ibn Kolya. Segundo eles, o menino era portador de um grande sinal, acreditava os fanáticos que ele nascera para destruir seu mundo e sua religião, ele tinha de ser morto custasse o que for.

Então decidiram. Quando o menino chegasse na farmácia, Naje o convidaria para ir até certo local e lá, um assassino atiraria pondo fim no destino do menino.

Assim aconteceu, no período da tarde após voltar da escola e comer o almoço, Ibn Kolya foi ao encontro de Naje. Quando chegou a farmácia, Naje conforme orientação de seus pais o convidou para junto com sua mãe colher frutas.

Kolya foi levado a um local longe dos olhares de pessoas onde não tivesse testemunhas. Naje foi afastado astuciosamente pela sua mãe e Ibn Kolya foi orietando pela mulher a ficar esperando, enquanto eles faziam a colheita.

Conforme o combinado entre eles, cada um tomou sua posição no matagal para não ter erro, e a armadilha seria perfeita. O plano foi perfeito, o assassino era um caçador experiente, ex-militar e exímio atirador.

Ibn Kolya sozinho naquele matagal ficou sem entender as razões que seu amigo e mãe o deixaram ali, desaparecendo tão rapidamente, porém, os esperavam impaciente.

Foi então que sentiu como uma ferroada na cabeça, ele gritou sem saber na solidão: – “quem atirou esta pedra em mim”? Mal sabia ele que já estava morto no astral e seu espírito ainda não tinha se dado conta da morte.

Natuvil, experiente em ajudar como enfermeiro as pessoas da vila na hora da morte, foi até o corpo do menino e conferiu o pulso para ter certeza de sua morte – não havia vida naquele corpo. Um tiro certeiro pôs fim à vida de Ibn Kolya.

O corpo branco do menino franzino ficou jogado no matagal de grama alta. A sombra das árvores frutíferas fazia escurecer o local, o vento frio das sombras naquela região fazia a tarde mais soturna. Ibn Kolya estava morto por assassinato vil e covarde.

Por ali tinha uma mulher que ao ver o movimento das pessoas, escondeu-se para não ser vista, e assistiu todo movimento.

Então Kolya sem perceber que estava morto pensou: – “Naje e sua mãe não vão voltar para me levar de volta, preciso voltar para casa, vão ficar preocupados comigo”.

Ele fez um esforço mental… e procurou uma saída. Avistou a velha que ajuntava gravetos para vender como lenha na rua e foi até ela. Perguntou-lhe a direção da saída. Ele estava perdido, e a mulher paralisada, branca e gelada de susto, como se tivesse visto um fantasma, resolveu dirigir-lhe a palavra: – “eu vi matarem você, vi você morto, você não pode ir para a cidade, seu lugar é no céu, se ficares aqui vais-te tornar uma alma penada“. O menino insistiu e pediu a direção da cidade. Ela, então, mostrou a saída daquele matagal.

Ao entrar pelas limpas ruas de Alaj Deo alguns diziam: – “veja é o menino assassinado. Ele ressuscitou“!
Ibn Kolya sem entender o que acontecia, respondia a eles: – “Eu estou vivo. Veja! Ninguém me matou”! A notícia tinha corrido uma parte da cidade.

Algumas pessoas confusas olhavam para Ibn Kolya, que fugia correndo amedrontado delas e afirmava antecipadamente aos que o assistiam: – “Eu estou vivo, não sou fantasma, veja não tenho ferimento, sou de carne e osso como todo mundo”.

O assunto foi encerrado porque ninguém estava morto e não houve, segundo eles, a necessidade de as autoridades levarem o caso adiante.

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