Fórum Ciência Tecnologia e Inovação Desenvolvimento Sustentável

O presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq/MCTI), foi um dos palestrantes do painel de encerramento no Fórum Ciência, Tecnologia e Inovação (2012) para o Desenvolvimento Sustentável, realizado na PUC do Rio de Janeiro.

Os debates do painel, com a participação também de convidados estrangeiros, foram conduzidos pela pergunta: com tantos contrastes ambientais, qual a melhor medida para chegarmos à sustentabilidade?

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O planeta vem “passando por mudanças rápidas e dramáticas nos últimos anos” e que muitas das alterações nos últimos 20 anos já constavam das discussões do último encontro realizado no Rio de Janeiro. “os desafios globais continuam a ser tão críticos quanto já eram em 1992“. Entretanto, muita coisa mudou para melhor, “como a inclusão social crescente em muitos países“, citando o Brasil como um dos exemplos.

Embora haja hoje um maior nível de informação e consciência por parte das pessoas, o presidente considera que as dimensões dos problemas à frente são enormes. Ele citou como um dos exemplos nesse sentido os vetores opostos inseridos no crescimento da população global. “Em uma direção, o aumento da pobreza extrema geralmente associada com a degradação ambiental, ampliando o fosso que separa os pobres dos níveis mínimo de uma digna, e em outra direção, de um número crescente de pessoas que estão sendo inseridas nos níveis de classe média, que é importante, mas com aspirações de padrões de consumo equivalentes aos existentes nos países chamados desenvolvidos, mas que são claramente incompatíveis com um planeta finito e de economia saudável.

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Outro exemplo apresentado é quanto à demanda por alimentos e energia, “que claramente não pode ser sustentada com as atuais práticas e tecnologias disponíveis. Em sua opinião, “temos uma oportunidade única, fornecida pela ciência e tecnologia, para apontar um caminho de desenvolvimento que não necessariamente repetir as práticas destrutivas ao meio ambiente, que os países desenvolvidos seguiram no século 20“.

Nesse aspecto disse que o Brasil é um exemplo a ser considerado, lembrando ainda que 50% da nossa matriz energética é composta de fontes renováveis, mas, ao ser ver, as soluções dependem de um intenso programa de pesquisa, concentrada e multidisciplinar, na interface das áreas naturais, sociais e tecnológicas do conhecimento, “simultaneamente, visando o bem estar humano e a saúde do planeta a partir de escala local como global“.

Ainda como peças do esforço brasileiro para melhoria do planeta em vários sentidos e direções ações colocadas na Estratégia Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação, do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), estudos e pesquisas em várias áreas do conhecimento incrementadas pelos Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia (INCTs) e o Programa Ciência sem Fronteiras (CsF), que visa a internacionalização do país e a qualificação de recursos humanos. Outra vertente buscada pelo Brasil para a solução dos problemas globais, ressaltou, são convênios e acordo de cooperação científica e tecnológica com vários países.

fonte: CNPq

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